Chamada de Trabalhos Revista Letras Escreve

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Está aberta a submissão de trabalhos para os dossiês temáticos Gil Vicente, 500 anos de Auto da Alma e Trilogia das Barcas e Literatura e Religião, que irão compor o volume 8, número 2, da Revista Letras Escreve, publicação eletrônica semestral dos cursos de Letras Português/Inglês e Português/Francês da Universidade Federal do Amapá (Macapá-AP), Qualis B2 (Linguística e Literatura). O prazo de envio dos trabalhos para os dossiês se dará até o dia 16 de setembro de 2018, através do endereço https://periodicos.unifap.br/index.php/letras/index, com publicação prevista para novembro de 2018.

A publicação recebe também, em fluxo contínuo, a submissão de resenha de livros (publicados nos últimos 5 anos), artigos e ensaios de temática livre que contemplem as áreas de Linguística, Linguística Aplicada, Estudos Literários, Crítica Literária, Teoria Literária, Tradução e Didática do Ensino de Línguas (Português, Inglês e Francês, principalmente).

Seguem as ementas dos dossiês:

Gil Vicente, 500 anos de Auto da Alma e Trilogia das Barcas

Considerado nome central do teatro português, Gil Vicente (1465?-1536?) é autor de extensa e diversa produção teatral. Desenvolveu sua arte na corte portuguesa do século XVI com grandeza e eloquência no plano da criação e dinamismo nas ideias cênicas. Ao longo de quase 35 anos de atividade contínua, a obra vicentina pode ser demarcada em função dos reinados em que exerceu seu oficio (de D. Manuel I, 1495-1521, e de D. João III, 1521-1557), tocando em temas e situações de cunho mais moral e religioso durante o primeiro período em que esteve também fortemente influenciado pelo mecenato de D. Leonor, a Rainha Velha, irmão de D. Manuel I; e encaminhando-se para temas mais cortesãos ou mais profanos no período seguinte, em que serviu a um jovem e cortês monarca, D. João III. De todo seu legado cênico, Gil Vicente nos deixou cerca de 5 dezenas de textos, reunidos na Copilaçam de todalas obras de Gil Vicente, publicada pela primeira vez em 1562, sob a responsabilidade do filho, Luís Vicente. No interior da Copilaçam, em seu primeiro livro, o de Devoções, quatro autos são aproximados no ordenamento dos textos: o Auto da Alma (1518), o Auto da Barca do Inferno (1517), o Auto do Purgatório (1518) e o

Auto da Barca da Glória (1519). Estes autos de moralidade são aproximados pelos temas de que tratam: o peregrinar da alma pela terra em busca da “eternal glória” e seu julgamento final. A encenação do tema é acompanhada pela exposição e crítica de distintas práticas religiosas e sociais, que são submetidas ao escrutínio de seu tempo. Completando 500 anos da representação dos quatro autos, entendemos que são atuais ou podem ser atualizados os temas, as práticas dramáticas, os recursos cênicos e as críticas que encenaram. Por isso, acreditando na força, vitalidade e atualidade desses textos, conclamamos todos que desejarem se juntar a nós nas comemorações dos 500 anos de Alma, Inferno, Purgatório e Glória, enviando suas contribuições para a Revista Letras Escreve, indicando desejo de participação no referido Dossiê.

Organizadores:

Profª Drª Elizabeth Dias Martins – UFC
Prof. Dr. Márcio Ricardo Coelho Muniz – UFBA
Prof. Me. Francisco Wellington Rodrigues Lima – UFC/IFCE
Prof. Me. Marcos Paulo Torres Pereira – UNIFAP
Literatura e Religião

Tal como a literatura, em suas feições escritas ou orais, a religião é um dos elementos primordiais da maioria das sociedades. Como tal, representações de religiosidade sempre marcaram os textos literários. Escritores brasileiros como Machado de Assis, Jorge Amado e Adélia Prado marcam a representação do aspecto religioso em seus textos. Do mesmo modo, a literatura portuguesa é pautada por questões religiosas, desde seus primórdios, caso da obra de Gil Vicente, Luís de Camões, António Vieira, Eça de Queirós ou mesmo Fernando Pessoa. Abordagens sistemáticas sobre a relação entre o religioso e a literatura são recentes, tendo um aumento significativo de grupos e projetos de pesquisa que se debruçam sobre o assunto. A proposta deste Dossiê é reunir artigos que explorem representações do religioso na literatura, assim como as potencialidades literárias dos textos religiosos, focando as abordagens do sagrado, do sincretismo religioso, das religiosidades indígenas, da fé, do preconceito, da (in)tolerância religiosa, entre outras, na literatura.

Organizadores:

Prof.ª Dr.ª Fernanda Santos – UNIFAP
Prof. Dr. Marcos Vinicius de Freitas Reis – UNIFAP
Prof. Ms. Marcos Paulo Torres Pereira – UNIFAP

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